Carly Lindmeier tem 20 anos e vive na cidade de Orange, na Califórnia. Ela trabalha com marketing,

aproveita o tempo livre para surfar e praticar stand up paddle, como grande parte das pessoas da sua idade que vivem no sul da Califórnia, lamenta não ir para a praia com mais frequência. Ao contrário de seus colegas, no entanto, há uma razão médica legítima para ela entrar na água: Lindmeier tem fibrose cística, e a água do mar ajuda a amenizar os seus sintomas.

Em 2006 pesquisadores do hospital Royal Prince Albert Hospital, na Austrália, descobriram que a água salgada era incrivelmente eficaz na re-hidratação do revestimento dos pulmões, permitindo que as pessoas com FC eliminem possíveis bactérias nocivas.

“Eu diria que ir para a água surfar é bastante semelhante a usar os coletes”, disse ela referindo-se ao colete inflável pulsante que muitos americanos com fibrose cística usam várias vezes por dia para soltar o muco nocivo dos pulmões. “A diferença é que surfar é divertido. É a troca perfeita!”, completa Carly.

xxCarly começou a surfar quando tinha oito anos de idade, pouco tempo depois que o estudo dos pesquisadores australianos foi publicado e começou o stand up paddle pouco tempo depois. Para ela, os benefícios do surf foram percebidos rapidamente.
“Para mim, surfar é como uma limpeza. No momento em que saio da água eu já sinto que posso realmente respirar e novo. Eu não sei se posso dizer que surfar necessariamente melhorou os sintomas da FC para mim por si só, mas tenho certeza de que a minha saúde mental ficou melhor, bem como os tratamentos mais fáceis de aguentar”, explica ela.

Carly não é a única que ficou sabendo dos “poderes de cura” do mar. A Cystic Fibrosis Foundation (CFF) desenvolveu uma solução salina que imita a salinidade da água do mar e que agora é usada por pacientes com FC globalmente. Ou seja, pessoas que tem fibrose cística e que não têm a possibilidade de ir para a praia podem se envolver em “sessões de surf” ao redor do mundo, não importa onde eles vivem.

xxxxSaber disso inspirou a comunidade do surf. Em 2007, as lendas das grandes ondas Laird Hamilton e Dave Kalama se juntaram à CFF para co-criar o Pipeline to a Cure, um evento anual que pretende levantar fundos para pesquisas sobre FC e celebrar o impacto positivo que o mar traz para os que batalham contra essa doença. Desde o ano em que foi fundado, o Pipeline to a Cure já conseguiu milhões de dólares. Só no ano passado, por exemplo, mais de 600 mil dólares foram juntados.

O evento deste ano, que aconteceu no dia 11 de julho, em Huntington Beach na Califórnia, reuniu Hamilton, Kalama, músicos e atletas, incluindo o surfista Jamie Mitchell e a banda Green Day.

“É ótimo ir a esse evento todos os anos e ver todas as novidades e medicamentos que estão surgindo”, conta Carly. “Espero que o Pipeline to a Cure ajude as pessoas a entenderem mais sobre e doença, e instigue o governo a investir mais em pesquisas. Dessa maneira, um dia encontremos a cura para a fibrose cística”.

Texto original aqui.

Nota importante: As informações aqui contidas têm cunho estritamente educacional. Em hipótese alguma pretendem substituir a consulta médica, a realização de exames e ou, o tratamento médico. Em caso de dúvidas fale com seu médico, ele poderá esclarecer todas as suas perguntas.

 

Fonte: Institudo Unidos Pela Vida

Por: Lais Graf