O ser humano nasce já vinculado a uma rede primária de proteção que chamamos de “família”, seja ela constituída por um grupo de pessoas, formada por laços afetivos e de solidariedade, com ou sem relação consanguínea. Além da família, a chamada “rede de apoio” pode ser também representada pela escola, pelos profissionais de saúde, pelos amigos do trabalho, pela comunidade, e no caso das pessoas com fibrose cística, também através das associações de pacientes.

Desta forma, o fortalecimento e o engajamento de uma rede de apoio unida por um objetivo em comum reflete positivamente no cuidado em saúde, por dois motivos: 1) o “apoio comunitário” possibilita a disseminação de conhecimentos e da efetiva cidadania por parte do indivíduo enquanto sujeito de direitos que devem ser garantidos pelo Sistema Único de Saúde (como é o caso do acesso aos medicamentos, suplementos, polivitamínicos, além do direito ao acompanhamento especializado com profissionais de saúde); e 2) no sentido de possibilitar a instrumentalização do indivíduo, de modo que ele tenha acesso a ferramentas que venham a garantir a sua reflexão diante da importância da adesão ao tratamento. 

Portanto, a rede de apoio é uma ferramenta poderosa na luta pela garantia de direitos, tendo em vista que ela possibilita uma intensa troca de conhecimentos, fortalecendo laços de união e de solidariedade em prol de um objetivo comum, como é o caso da ação coletiva para a garantia de tratamento gratuito e de qualidade, de forma a possibilitar uma significativa melhora na qualidade de vida dos pacientes.

 

Hingridy Salm Loch

Assistente Social Especialista em Saúde da Família