Setembro é marcado como o mês nacional de conscientização sobre a fibrose cística. Durante o nono mês do ano - além do trabalho do ano inteiro -  associações, institutos de tratamento, voluntários e centros de saúde comemoram os avanços obtidos na divulgação e tratamento da fibrose cística e alertam para a importância de conhecer os sintomas dessa doença rara. 

Entretanto, você sabe por que a campanha é realizada neste mês?

Em 1989, John Richard Riordan,Francis Collins e Lap-Chee Tsui clonaram o gene e utilizaram a sequência obtida do DNA para propor a estrutura da proteína codificada que causa a fibrose cística, completando um trabalho iniciado por dezenas de pesquisadores ao longo das décadas. Propôs-se a denominada Cystic Fibrosis Transmembrane Conductance Regulator, ou Proteína Reguladora da Condutância Transmembrana, que é comumente chamada de CFTR. No dia 8 de setembro a pesquisa foi publicada na revista Science e em 2013 a data foi escolhida como o Dia Mundial da Fibrose Cística. No Brasil, o dia 5 de setembro foi escolhido como o dia nacional, também em homenagem à publicação do gene CFTR na revista científica.

A cor roxa foi escolhida pela fibrose cística porque é utilizada em diversos países ao longo do globo para reconhecimento e divulgação da doença. Cada país organiza palestras, corridas, aulas e o que mais for necessário para que mais pessoas conheçam a fibrose cística e abracem a causa da divulgação, seja em setembro ou em qualquer outro mês do ano.

Os laços roxos - usados nas imagens e como adereços nas roupas durante todo o mês de setembro - são uma forma de dar apoio à causa e a todas as pessoas que convivem com a fibrose cística no seu dia a dia. Pode parecer uma ação mínima, mas ao usar um pequeno laço roxo na roupa chama-se atenção para a manifestação e gera-se um sentimento de acolhida e solidariedade.

A história do uso do laço de fita nas roupas é incerta, mas sabe-se que a prática vem dos tempos medievais, quando as damas davam aos cavaleiros um pequeno laço como prova da sua afeição e amor. Também há relatos de que o uso dos laços para conscientização surgiu durante a guerra civil nos Estados Unidos, quando as mulheres usavam laços amarelos para expressar gratidão aos entes queridos nos campos de batalha.