18/01/10-Riscos de osteoporose aumentam em adolescentes muito magras E-mail
Riscos aumentam em adolescentes muito magras

A osteoporose é uma doença que resulta da falta de cálcio no organismo, o que deixa os ossos mais esponjosos e com maior risco de fraturas.

De acordo com o Departamento de Saúde dos Estados Unidos, cerca de dez milhões de americanas com mais de 50 anos têm osteoporose e outros 34 milhões fazem parte do grupo de risco. A chegada da menopausa é um dos mais importantes. No Brasil, estima-se que mais de dez milhões de pessoas sofram de enfraquecimento dos ossos.

Entretanto, uma pesquisa britânica revelou que muito meninas magras têm maior risco de desenvolver a osteoporose. Isso porque, segundo estudos recentes, há uma relação entre gordura corporal e uma melhor formação óssea. O cérebro, mais especificamente o sistema nervoso central, seria o responsável por controlar a modelação dos ossos a partir de substâncias produzidas pelo tecido gorduroso do corpo, o que significa que a gordura corporal tem grande papel na formação dos ossos durante a adolescência, principalmente para as meninas.

A conclusão se deve à constatação de que a gordura atua na produção de substância e hormônios que agem no sistema nervoso central e contribuem para dar resistência e formação aos ossos.

Os principais fatores de risco da osteoporose são hereditariedade, raça, sexo e idade. Fumo, álcool, café, sedentarismo, estresse e baixa ingestão de cálcio na alimentação também são determinantes para a precocidade da doença, que pode ser diagnosticada através de um exame de densitometria óssea.

Doença também atinge crianças com doenças crônicas

A osteoporose não é um problema exclusivo de idosos e mulheres no período da menopausa. Pouco se fala, mas a doença atinge cerca de 25% das crianças com doenças crônicas.

As principais causas de osteoporose na infância são as enfermidades que interferem na ingestão e absorção de nutrientes e na conversão da forma inativa da vitamina D em ativa, fator que pode levar à perda de massa óssea e aumentar a fragilidade dos ossos. É o caso de doenças intestinais, reumáticas e renais crônicas, fibrose cística e anorexia.

Por não provocar sintomas é importante que todas as crianças com doenças crônicas sejam identificadas. Só assim é possível fazer um tratamento preventivo, que pode melhorar muito a qualidade de vida, diz Maria Teresa Ramos Ascensão Terreri, reumatologista pediatra do Hospital Professor Edmundo Vasconcelos.

De acordo com a médica, além dos pacientes com doenças crônicas, crianças e adolescentes que consomem baixa quantidade de cálcio, com fraturas de repetição e com histórico familiar da doença também devem ser observadas. A consequência principal da osteoporose é a ocorrência de fraturas após traumas leves durante as atividades da vida diária. Por isso, é fundamental que durante a infância o consumo de leite e derivados seja diário, além da exposição moderada ao sol e a prática de atividades físicas, explica.

O diagnóstico da osteoporose pode ser feito pelo exame de densitometria óssea, que mede a densidade do osso e a compara com os padrões normais predeterminados de acordo com idade e sexo.

O tratamento da osteoporose na infância é realizado com a reposição de cálcio e vitamina D por meio de medicamentos. Crianças com doenças crônicas que apresentam fraturas precisam de atenção especial durante o tratamento com a ingestão de medicamentos que melhorem a densidade mineral óssea, diz a médica.

A osteoporose deve ser tratada sempre com a orientação de um especialista que fará o acompanhamento sistemático do quadro evolutivo.

 

Fonte- Jornal Cruzeiro do Sul

 
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