|
|
|
| 06/09/2009-UFRJ testa terapia com células-tronco em pacientes com silicose |
|
|
UFRJ testa terapia com células-tronco em pacientes com silicose
Pesquisadores buscam pacientes que queiram tratar-se com a técnica Em pesquisas com ratos e camundongos, já concluídas, a equipe dos professores Marcelo Morales e Patrícia Rocco, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), conseguiram impedir o desenvolvimento da doença silicose pulmonar, uma inflamação no pulmão deflagrada pelo contato com o pó de sílica. Estima-se que cerca de 6 milhões de pessoas foram expostas à sílica no Brasil. Os mais afetados são indivíduos que trabalham com jateamento com areia, marmorarias, joalheiros, mineiros, protéticos, artistas plásticos (que trabalham com argila), entre outros. Os trabalhadores expostos à poeira de sílica desenvolvem uma inflamação do pulmão que não tem cura ou tratamento e pode levar a morte em cerca de 30 anos. Muitos são aposentados por invalidez. A silicose será a primeira doença pulmonar a ser tratada com células-tronco adultas derivadas de medula óssea injetadas diretamente nas vias respiratórias no Brasil. Dez pacientes serão tratados com as suas próprias células-tronco da medula óssea. As células-tronco serão retiradas do osso da bacia por meio de uma punção e injetadas diretamente nas vias aéreas dos doentes (por broncoscopia), assim como foi realizado com sucesso em animais de laboratório. Essa será a fase de teste de segurança do procedimento em seres humanos (chamada fase 1 de testes). O primeiro paciente foi submetido ao procedimento no dia 20 de agosto, no Hospital Universitário da UFRJ, com participação de médicos do Hospital (pneumologistas, clínicos e radiologistas), no projeto sob supervisão dos professores José Roberto Lapa e Marcelo Morales. O procedimento, segundo Morales, foi grande um sucesso e a estimativa é estar disponível para população num prazo de cinco anos. Os resultados puderam chegar ao paciente brasileiro graças ao apoio dos órgão de fomento (CNPq, Faperj e Ministério da Saúde) e da possibilidade da experimentação com animais. Procedimento A silicose não tem cura porque é impossível retirar a sílica dos pulmões. Com isso, os macrófagos (células de defesa) atacam a poeira de sílica nos pulmões, piorando a inflamação. Esse processo destrói outros macrófagos, aumenta a inflamação e dispara uma reação em cadeia irreversível que forma os chamados granulomas no pulmão. Nos testes já feitos em laboratório, as células-tronco retiradas da medula óssea conseguiram diminuir a atividade dos macrófagos, fazendo com que a fibrose diminuísse. Além disso, todos os parâmetros da função dos pulmões melhoraram nos animais tratados com células-tronco. Essa não é a única linha de pesquisa do grupo da UFRJ. Os testes em animais mostraram que tratamento com células-tronco é capaz de melhorar significativamente doenças como asma, síndrome do desconforto respiratório agudo, doença pulmonar obstrutiva crônica, entre outras. De acordo com Marcelo Morales, o grupo de terapia celular em doenças pulmonares da UFRJ está sendo vanguarda na área de tratamento da silicose com instilação de células derivadas de medula óssea em seres humanos e espera contribuir para melhoria da qualidade de vida dos pacientes acometidos por patologias respiratórias.
A equipe busca candidatos a tratamento da silicose pela técnica de instilação de células-tronco. Os interessados devem entrar em contato pelo fone (21) 2562-2194 ou 2562-6722. |
| < Anterior | Próximo > |
|---|
|
ACAM - Associação Catarinense de Assistência ao Mucoviscidótico Rua General Bittencourt, 311 – Centro - 88020-100 - Florianópolis – SC |